terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Propaganda

Antarctica lança o seu "teste-cego"
Em resposta ao Desafio Kaiser, Ambev veicula comercial da AlmapBBDO estrelado pelo humorista Geraldo Magela
Por Fernando Murad08 de Fevereiro de 2010 às 10:56
A Ambev estreou na semana passada um comercial para Antarctica que pode render um novo capítulo na polêmica iniciada em novembro pelo "Desafio Kaiser". O filme "Troca", criado pela AlmapBBDO, é protagonizado pelo cantor e ator Sergio Loroza e pelo humorista cego Geraldo Magela. O enredo apresenta Loroza anunciando "o primeiro teste cego de verdade do Brasil" e garantindo que, para isso, "nada melhor que um cego". Outra alusão clara à concorrente é uma embalagem de cerveja com o rótulo vermelho e um xis branco no lugar da marca. Com a Antarctica em mãos, Loroza e Magela realizam seu teste com bom humor. Enquanto um bebedor garante que "nunca viu uma cerveja tão boa", o Ceguinho emenda: "Nem eu!".

A Femsa, dona da Kaiser, informou que não vai se manifestar sobre o assunto.A peça da Antarctica entra em veiculação meses após a Ambev ir à justiça para retirar do ar o filme "Desafio Kaiser", desenvolvido pela Fischer+Fala, que colocou a marca na lista dos comerciais mais lembrados de novembro, segundo a pesquisa Lembrança de Marcas na Propaganda de TV, realizada pelo Datafolha e publicada com exclusividade por Meio & Mensagem. O filme apresenta os resultados de uma pesquisa realizada pelo Datafolha e auditada pela Ernst & Young que apontou empate técnico entre Kaiser, Skol, Brahma, Antarctica e Nova Schin. Na ocasião, a Ambev conseguiu uma liminar que impedia a sequência da veiculação, mas poucos dias depois a Femsa conquistou o direito de exibição.A informação é da coluna Em Pauta, publicada na edição 1395 de Meio & Mensagem, que circula com data de 8 de Fevereiro de 2010.

Charlie Papazian


Cerveja artesanal brasileira no outro Vale Dourado
4 de Fevereiro, 9:50Beer Examiner

Publicamos a tradução do Artigo de Charlie Papazian em português. Créditos: Tiago Falcone.

“Eu fiz da cerveja a minha vida e agora eu sou um homem muito feliz.”
Muito tempo atrás no Vale do Ouro Trapistas Belgas fundaram a cervejaria Orval, literalmente traduzido como Orval. No Brasil uma pequena cervejaria emergiu de suas próprias humildes origens no Vale do Ouro (http://www.falkebier.com.br/localizacao.asp), uma área próxima à cidade de Belo Horizonte no estado de Minas Gerais.
Eles dizem que Minas Gerais tem mais de 8.000 destilarias de cachaça e 7 micro cervejarias. Cachaça é um tipo de rum brasileiro feito com açúcar de cana não refinado, ao invés do açúcar refinado. A arte e a diversidade são impressionantes. Oito mil não é um erro de impressão, mesmo que a maioria digamos que seja “não-oficial” (wink-wink), se você sabe o que significa, se não, deixa pra lá.

Novos micro cervejeiros são relativamente bem recebidos nesse montanhoso estado, rico em minerais e em sede por bebidas alcoólicas. Marco Falcone é um desses cervejeiros fortemente ligados, tendo fundado sua cervejaria, Cervejaria Artesanal Falke Bier em 2004. No Vale do Ouro ele diz que é a cervejaria no Brasil localizada em maior altitude, 1200 metros. Suas cervejas são criativas, requintadas, inovadoras e merecem ser saboreadas.
Um engenheiro eletricista por profissão, Marco trabalhou em usinas hidrelétricas por muitos anos. Sua primeira produção caseira de cerveja foi nos anos 80, fazendo produções para beber nos fins de semana no sítio da família. Ele perdeu o interesse e parou de fabricar em 1988. Fatalmente ele visitou a Alemanha 6 ou 7 anos atrás. Ali ele se deu conta que as cervejas alemãs que tomou lembravam a sua cerveja caseira. Sua visita de uma semana se tornou uma intensiva viagem de 3 meses visitando cervejarias e aprendendo tudo o que pôde na Alemanha, Bélgica e Dinamarca. A Falke Bier agora é um negócio de família.
“Eu fiz da cerveja a minha vida e agora eu sou um homem muito feliz.” diz Marco.

No centro de degustação da cervejaria eu provei várias cervejas Falke com queijos artesanais de Minas Gerais e em cada página das cervejas no site, uma música é harmonizada com cada escolha e merece cliques. Provei Estrada Real IPA (estilo inglês) com Parmesão curado, Falke Pilsner com suave Queijo Canastra e Ouro Preto Dunkel com Gorgonzola. As cervejas escuras ele torra seu próprio malte em uma torradeira de café.

Sempre há música tocando, um vídeo de cerveja toca no monitor, o gramado e a floresta lá fora são de um verde brilhante. Seu “campo” de cevada de 1 metro quadrado dá uma sensação de ligação com a agricultura. Ouço o som de mais uma cerveja sendo servida. Marco está distraído, seu toque de celular é uma gravação de uma de suas cervejas sendo servida em uma taça.

Um relógio na cervejaria avisa que não é permitido beber cerveja antes das 19 hs. Todas as horas do relógio são 19 hs. As escadas que levam para a cave da Monasterium são vigiadas por um monde com sua cerveja.

Sua Tripel brasileira belgo-inspirada de 9% é a Monasterium. Ela tem toques de coentro e cítrico e é muito comentada entre entusiastas de cerveja no Brasil com acesso à sua reduzida produção. Em 2008 venceu o prêmio brasileiro da indústria de alimentos e bebidas, o Tecno Bebida Award, por Produto Mais Inovador.

As experiências sensoriais são constantes. Uma nova cerveja surge e sua história toma seu lugar na mesa antes de mim. “Essa próxima cerveja que você irá provar não está à venda, porque eu acho que o governo não vai saber como classificá-la, então eu só a dou a amigos como presente. Só há 300 garrafas desta cerveja.”

É a sua Vivre pour Vivre. Antes de abrir a garrafa ele toca a música apropriada, do filme Vivre pour Vivre e então sorri enquanto desarrolha a garrafa. É um blend de suco de jabuticaba e sua Tripel Monasterium. Não é só uma velha Monasterium. Lógico que você já pode esperar uma nova música e uma nova história. A Monasterium da qual a Vivre pour Vivre é produzida é única. Leia.

Alguns anos atrás ele descobriu que uma produção de Monasterium tinha ficado láctica e ácida, ou seja, teve uma inesperada contaminação por lactobacilos. Ao invés de vender ou descartar ele manteve guardada por 3 anos. Após esse tempo, o sabor tinha ficado muito bom. Abrindo meticulosamente todas as suas garrafas envelhecidas em um fermentador, ele então adicionou um pouco mais que a mesma quantidade de suco de jabuticaba, levedo fresco e então refermentou por 10 dias, depois disso reengarrafou. A cerveja de 4,5% de álcool que resultou é gloriosamente magnífica.

Jabuticaba é uma fruta bem incomum que cresce direto no tronco da árvore e nos galhos principais dessa pequena árvore. Essa fruta preta/marrom/roxa tem que ser consumida ou usada imediatamente. Ela não dura uma viagem.

Vivre pour Vivre tem uma viva e infantil cor vermelho frutado, uma refrescante e bem balanceada acidez láctica e como tom suave um complexo e sutil sabor e aroma de pimenta de Sichuan.

Eu perguntei ao Marco: “Você é uma pessoa muito criativa – qual é a próxima coisa que você vê no seu horizonte?”. Sua resposta foi instantânea: “Minha visão mais longa é ajudar a fazer do Brasil um país cervejeiro.” Ele atende pelo nome “Falke”. Ele é um homem e cervejeiro honorável, com um objetivo honorável. Há outros que compartilham da sua visão. Mais sobre isso numa história futura.

Para ver o artigo original acesse http://www.examiner.com/examiner/x-241-Beer-Examiner~y2010m2d4-Brazilian-craft-beer-made-in-the-Valley-of-Gold#comments
Foto: Charlie Papazian

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Associados

Danilo Mendes: Um Cervejeiro de mão cheia!
A AcervA Mineira não seria a mesma se não tivesse em seu portfólio a presença de nosso amigo Danilo Mendes. Fundador desta união que solidifica a cultura cervejeira no estado de Minas, Danilo, que está conosco desde 2007 e é o nosso Diretor Executivo de Tesouraria, proprietário da Cerveja Artesanal Gerais.

Não poderiamos deixar de prestigiá-lo em público, pois o seu notório trabalho na Associação reza um dos maiores gestos culturais do segmento: o desenvolvimento de um curso prático de como fazer a sua cerveja em casa! Isso mesmo: Danilo abre mão do seu tempo para com a família (Fernanda que o diga!) para dedicar aos mais interessados e apaixonados com a bebida, a arte de como elaborar e criar receitas cervejeiras, como ter o devido cuidado na hora de cozinhar os grãos, como ter cuidado com a limpeza e assepcia dos equipamentos... enfim; impossível um aluno sair de seu curso sem ter a vontade em querer criar e tomar a sua própria cerveja. Por meio do Danilo, temos hoje grandes amigos associados fazendo cerveja em casa, com prazer e com reconhecimento, inclusive de grandes concursos. Para se ter idéia, Danilo já formou mais de 120 pessoas em seu curso prático.

Ao amigo Danilo Mendes, os nossos votos de felicidades, alegrias, sucesso pleno e que continue conosco crescendo esta associação no Brasil e no mundo!

Um grande abraço do amigo Henrique, em nome de todos os associados da AcervA Mineira!

Saúde! Pão e Cerveja!

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Como funcionava uma cervejaria moderna em 1948

Será que muita coisa mudou de lá pra ca?
Clique para ampliar.

Associados

Taberna do Vale e a sua primeira batelada.
Olá confrades e amigo!

E com prazer e orgulho que informamos que a deliciosa Hefe-Weizen - Carolweiss (da gema, como diz o Marcão), está disponível para degustação no Café Viena.

Esta foi a primeira produção da Taberna do Vale (Danilo Mendes e Felipe Viegas), e que nos animou bastante com o resultado. Ficou deliciosa...

Pena que o que é bom dura pouco... tem somente 01 Post-mix disponível lá, então estes 18 litros serão para poucos privilegiados experimentarem.

Quem puder dar um feed-back sobre a degustação, ficaríamos honrados com a avaliação.

Na quinta tem mais produção... outra leva desta maravilha será produzida.
Na outra quinta, faremos 500 litros da Tiradentes (Porter).
E assim, vamo que vamo!

Um abraço,
Danilo Mendes.

O Bar e Restaurante Café Viena fica na Avenida do Contorno próximo a Avenida Francisco Salles, no bairro Santa Efigênia, em Belo Horizonte.

Industria Cervejeira

Fabricantes apostam em alta de 14% nos negócios


A indústria de bebidas em Minas Gerais prevê crescimento de 14% nos negócios em 2010 na comparação com o ano passado. Segundo o superintendente do Sindicato da Indústria de Cervejas e Bebidas em Geral do Estado de Minas Gerais (Sindibebidas-MG), Cristiano Lamego, as projeções positivas decorrem do bom momento da economia brasileira, do aumento da temperatura e da realização da Copa do Mundo, que acontece em junho e julho, na África do Sul.De acordo com ele, ao contrário dos demais segmentos da indústria nacional, o setor de bebidas não foi afetado diretamente pela crise financeira internacional. Além disso, o reaquecimento econômico devolveu o poder de compra da população e isso interferiu nos negócios."Nos últimos cinco anos, temos apresentado crescimentos expressivos e isso está refletindo no desenvolvimento da economia de Minas, já que muitas empresas de fora estão se instalando no Estado, enquanto outras estão aumentando a capacidade de produção", disse.Ainda segundo Lamego, a expectativa do Sindibebidas-MG é que o desempenho do exercício passado - que ainda está sendo calculado - siga o mesmo ritmo de crescimento verificado em 2008, quando o setor registrou alta de 13,83% no faturamento. Conforme ele, este aumento foi beneficiado pela venda de cervejas, refrigerantes e sucos.O superintendente destacou ainda a elevação da produção de cervejas artesanais no Estado, que vem apresentando desempenho superior à média do setor. Produzidas em pequena escala, elas caíram no gosto do consumidor. Em virtude da demanda, as microcervejarias devem encerrar 2009 com receita 40% superior à registrada em 2008.A realização da Copa do Mundo na África também influenciará o crescimento do setor. Segundo Lamego, no período (junho e julho) - que geralmente é marcado por queda de 18% no faturamento, devido às baixas temperaturas - a procura por refrigerante e cervejas deverá se manter nos patamares dos meses anteriores, garantindo o resultado positivo do acumulado do ano.

No ano passado foram produzidos 14,3 bilhões de litros no país, 1,35% a mais do que no exercício anterior. De acordo com dados da Associação Brasileira das Indústrias de Refrigerantes e Bebidas Não Alcoólicas (Abir), o setor de bebidas foi um dos três segmentos que tiveram crescimento na produção industrial de 2009, apresentando alta de 5,1%, enquanto a média geral da indústria brasileira foi de -7,4% na mesma base de comparação. Dados da entidade indicam que a produção fechou o ano passado em de 14,3 bilhões de litros, 1,35% a mais do que em 2008.
Segundo o diretor-executivo da Abir, Paulo Mozart Gama e Silva, Minas é um dos estados que mais contribuíram para este incremento, já que representa o terceiro maior mercado para a indústria, ficando atrás somente do Rio de Janeiro e de São Paulo, primeiro colocado. "A tendência para os próximos anos é de que o Estado contribua ainda mais, pois conta com uma economia bem estruturada e alto potencial para instalação de empresas", disse.Quanto às perspectivas para 2010, Silva acredita ser um pouco cedo para fazer projeções. No entanto, ressaltou que se a indústria manter a média de crescimento de 6% dos últimos exercícios, estará ótimo. "Este ano tem tudo para ser ainda melhor do que 2009. Além das temperaturas estarem mais altas, ainda contaremos com um evento esportivo mundial que estimulará o consumo de bebidas no país", ressaltou.
Fonte: Diário do Comercio, 5 de fevereiro de 2010. http://www.diariodocomercio.com.br/index.php?conteudoId=70948

Charlie Papazian


Brazilian craft beer in the other Golden Valley
Continuamos com a publicação tempestiva do nosso grande visitante Charles Papazian que prestigiou e conheceu diversas cervejas e micro cervejarias no Brasil alguns meses atrás. Desta vez ele retrata a sua visita, na tão recepetiva Micro Cervejaria Falke Bier, do nosso eterno amigo e presidente do conselho da AcervA Mineira, Marco Falcone. Oportunamente, Charlie compara o Vale do Ouro Belga com o Vale do Ouro "Mineiro", de forma muito divertida e elogiosas as cervejas da Falke. Segue abaixo um breve trecho de seu artigo. Não deixe de assistir aos slides de fotos tiradas por Charlie. São de encantrar os olhos!

(...) “I have made beer my life and now I am a very happy man.” Long ago in the Valley of Gold Belgian Trappists established the brewery Orval, named, literally translated as Golden Valley. In Brazil a small brewery has emerged from its own humble beginnings in the Vale do Ouro, an area just outside the city of Belo Horizonte in the state of Minais Gerais.(...)
(...) New microbrewers are relatively well received in this mountainous, hilly state, rich in minerals and a thirst for alcoholic beverages. Marco Falcone is one of a tight knit group of brewers, having founded his brewery, Falke Bier Cervejaria Artesanal (Brewery) in 2004. In the Vale do Ouro he claims it is the highest brewery in Brazil at an elevation of 1,200 meters (about 4,000 feet). His beers are creative, exquisite, innovative and worth savoring.(...)

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Receita de cerveja Suméria de 4000 anos de idade

Caso voce tenha passado pelo mesmo problema que eu e não tenha conseguido ler, vou te dar uma chance. Aqui tem ela em inglês.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Como fazer um carobonatador caseiro

Top 50 artesanais dos EUA em vendas


Informacao de novembro de 2009 (sloshspot)

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